A reserva de Mata Atlântica localizada no Parque Municipal de Bebedouro está sofrendo com a ação do homem e a falta de um programa de educação ambiental, e corre o risco de se transformar em um lixão. Isto porque a população que mora nos dez conjuntos habitacionais periféricos do entorno da área verde segue descartando o lixo produzido em suas casas dentro da região de preservação, causando um impacto ambiental na fauna e na flora do local.
Ao longo dos 82 hectares da área de preservação – equivalente a 82 campos de futebol –, a repórter fotográfica Jessica Pacheco, do site Primeira Edição, flagrou vários amontoados de lixo, tanto no espaço reservado à visitação do parque quanto em regiões de difícil acesso. Os detritos encontrados já estão causando desequilíbrio no ecossistema da região. Um sinal de alteração na natureza é percebido na mortandade de saguis devido à ingestão de sacolas plásticas, como acontece também nos encalhes de tartarugas marinhas noticiados quase que diariamente pela imprensa alagoana, uma vez que os animais não distinguem o material dos alimentos e acabam engolindo, resultando na própria morte.
Parque Municipal de Maceió (PMM), no Bebedouro.
Flagrante do excesso de lixo em locais de difícil acesso no entorno do Parque.
Primatólogo, Bruno Collaço, afirmou que lixo está prejudicando fauna do Parque Municipal.
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