O mercado de estética movimenta R$ 15,4 bilhões por ano no
país.
O Brasil é segundo maior consumidor de esmalte do mundo.
Neste cenário, temos um problema ambiental de difícil
solução, uma vez que não há legislação sobre o descarte desse material, tanto o
próprio esmalte quanto sua embalagem.
Nos esmaltes, existem compostos que são nocivos para a
saúde, como o dibutilftalato (DBP) e o formol. Os esmaltes com colorações mais
vívidas, possuem substâncias ainda mais perigosas, como cromo e níquel.
O uso de dibutilftalato não tem restrição no Brasil, mas é
proibido na Europa.
O formol é considerado cancerígeno pela Organização Mundial
de Saúde (OMS) desde 2004. Nos EUA, desde 2011, o Departamento de Saúde do país
classifica a substância como cancerígena. No Brasil, o uso cosmético é
liberado.
Essas substâncias, descartadas sem critério, podem
contaminar o solo e as águas. Se incinerados, geram gases tóxicos.
O que fazer?
Em primeiro lugar, não desperdice. Use o esmalte até o fim.
Evite comprar cores que você vai usar poucas vezes. Nesse momento fashion
prefira o salão de beleza.
Restos de esmalte em pouca quantidade não são recicláveis.
Resta limpar o vidro para reciclagem: Limpe a embalagem com removedor de
esmalte (faça esse procedimento duas vezes), jogue a solução em um jornal
usado, espere secar e descarte no lixo comum (que tem como destino o aterro
sanitário).
De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o
fabricante tem responsabilidade sobre o que vende (responsabilidade
compartilhada), então salões de beleza devem entrar em contato para buscar uma
solução.
A Risqué teve uma inicitiva nesse sentido, mas de
pouquíssima abrangência, colocando um coletor apenas na Rua Galvão Bueno , 37 -
Liberdade - São Paulo, na conhecida perfumaria Ikesaki.
O método de limpar o vidro funciona melhor para uma boa
quantidade de embalagens. Se você acha que não compensa, pode usar as
embalagens para artesanato. Veja algumas sugestões na matéria abaixo:
Fonte: Setor Reciclagem
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